qué ganas tengo del verano. y qué bonito es el castellano
sexta-feira
quarta-feira
a medio de abril
11.04
tudo tem estado estranho como de costume. na sala estão amigas da Monika. ontem foi noite de Red Emperor. "did you do something stupid yesterday?" "well... yes, of course."
tudo tem estado estranho como de costume. na sala estão amigas da Monika. ontem foi noite de Red Emperor. "did you do something stupid yesterday?" "well... yes, of course."
tenho saudades de fazer algo estúpido. saudades sem vontade, não me tenho mexido. vejo tantos filmes que me estou a fartar de cinema - mentira, isso não acontece. mas estou a fartar-me de ver tantos filmes. vejo e faço, não dos bons, para inglês ver, mas aqueles que se repetem na tua cabeça cena após cena, sempre a mesma cena. toda a minha vida anda à roda de filmes. filmes e saudade de coisas que fazia e das que não fiz. gostava que Cortazár me escrevesse umas instruções de como seguir aqui.
12.04
apresentações são uma seca. senti borboletas na barriga como não sentia há algum tempo e agora tenho demasiada adrenalina a cavalgar-me nas veias para me concentrar no rapazinho que olha para o seu papel e nos diz isto e aquilo sobre a globalização nas Filipinas. voltei ao colégio, a distância faz bem para respirar, bicho precisa de espaço para bater as asas. é quase verão aí mas aqui nevou ontem, nevou e fez-me sorrir. a cada floco preso nas pestanas, pensava mais e mais no quanto vou ter saudades daqui, mais uma vez as saudades. não há cervejas por duas semanas, é a desvantagem de riscar a pele para sempre. ou quem sabe, uma não há-de fazer mal.
12.04
apresentações são uma seca. senti borboletas na barriga como não sentia há algum tempo e agora tenho demasiada adrenalina a cavalgar-me nas veias para me concentrar no rapazinho que olha para o seu papel e nos diz isto e aquilo sobre a globalização nas Filipinas. voltei ao colégio, a distância faz bem para respirar, bicho precisa de espaço para bater as asas. é quase verão aí mas aqui nevou ontem, nevou e fez-me sorrir. a cada floco preso nas pestanas, pensava mais e mais no quanto vou ter saudades daqui, mais uma vez as saudades. não há cervejas por duas semanas, é a desvantagem de riscar a pele para sempre. ou quem sabe, uma não há-de fazer mal.
domingo
a i r
it has been hard. confusing. tudo se vai fazendo a custo, ou nem tudo. comi a horas, meti o rolo na máquina, escrevinhei algumas coisas. tanta merda para fazer, penso e repenso. mas, menos mal, já se fez algo. o sol vai dando ares da sua graça, no chão ainda tudo está morto. primavera, não demores em chegar. ando e ando e ando. berlim não é assim tão fixe.
sexta-feira
genau
nada nada nada.
nada faz sentido. e o quão reconfortante isso é. ver as coisas por aquilo que elas são. paz. não querer nada.
nada nada nada.
a cada segundo somos um diferente.
domingo
lismos
os dias passam e eu não sei o chão que piso. sinto-me bem, às vezes. outras vezes não. e na maior parte do tempo não me sinto. o bicho cá dentro cresce e eu abafo-lhe os gritos que me dizem para ficar sozinha, para fazer como os elefantes. il faut faire comme les éléphants, quand ils sont malheureux ils partent. they vanish. não sei quanto mais tempo conseguirei contê-lo. a surdina é uma solução-penso-rápido quando consegues ler-lhe os lábios e desmorona-se em menos tempo que o tempo que o meu chá levou a arrefecer.
perco o controlo. perco o controlo, uma e outra vez. sou o que não quero ser e tenho de viver comigo. todos os dias, todas as noites. tenho de viver contigo, tens de viver comigo. não sou o que quero ser. não sou quem sou e não sei se o sabes. espero que sim e desejo que não. puxo e empurro. eu não sei o chão que piso. tenho os bolsos cheios de pedras mas apenas as suficientes para o corpo se afundar. a cabeça mantém-se à tona mas o oceano abraça-me pelo peito com a força de mil homens. não consigo respirar. eu não sei o chão que piso. não hoje.
shoo, fly
cinco dias passados na cidade-eterno-amor. dois dias e meio a percorrê-la. tinha saudades tuas, Lisboa. um vegetariano divinal, dias que começam mais cedo que o habitual, a casa da minha irmã, dormir no sofá, copos de tinto aqui e ali.
no dia em que cheguei estava nervosa.
conheci a Ieva num hostel em Vilnius, ela estava a trabalhar lá há uns meses, voltou à Lituânia para conhecer as suas raízes. vinte e um anos com mais vida dentro que os meus vinte e quatro. lituana e americana por alguns tempos. sempre me interessei por artistas quase mais do que pela sua arte. mas depois há pessoas que são arte e ela é uma delas. a maneira relaxada como encara a vida, o notebook de memórias, os sonhos escritos após o acordar, meias e sandálias, as trips em dias passados, o ukulele e a maleta de vime. "perguntaram-me no aeroporto se trazia um gato". é, há pessoas que são arte.
admirava-a e às suas curtas de longe, pelo facebook como seria de esperar. na semana passada recebi uma mensagem. "hi :) are you in lisbon?" ela vinha a Portugal, não tinha onde ficar e estava cansada da vida de hostéis. receber gente em casa sempre me deixa feliz, e há sempre lugar para mais um onde quer que estejamos. combinámos e o nervoso miudinho veio à tona. há pessoas que são arte.
sempre que penso que irei passar tempo com pessoas assim, não consigo evitar o desconforto que precede tais dias. penso que não sou suficiente, que não terei assunto interessante, que acabarei por acenar com a cabeça e não dar nada de mim. pareço tão pouca, mesmo que não o seja. afinal de contas no fim somos todos feitos da mesma carne, os nossos corações batem todos da mesma maneira. a nossa mente, essa pinta com diferentes cores; mas isso não nos pode deixar inseguros. temos de pensar no que podemos partilhar, no que podemos aprender. ela diz ser uma pessoa que gosta muito mais de ficar em casa em vez de sair. ficou na quarta até às três a ver um episódio de mr. robot.
tinha saudades tuas, Lisboa. mas quando te vi, te estranhei.
o amor continua cá mas estamos como duas estranhas que se conheceram a fundo um dia.
estás igual mas diferente e eu igualmente diferente estou.
uma tarde infinita no pátio da casa independente. mais arte personificada encontrou caminho para a minha vida neste crepúsculo. a Emelia tem uns olhos castanhos tudo menos banais e um gorro que me fez lembrar o wally. é designer, tem um namorado baterista. "o Charlie ia adorar este bar". ambos são adoráveis. é amiga de uma amiga minha e está de visita. as quatro, tinto, uma mesa e histórias e mais histórias.
Lisboa, voltar a ti foi estranho; pareces parada no tempo enquanto eu volto com a sensação que passaram mil anos. mas tardes assim são o que me faz perceber que parte do meu amor por ti reside naqueles com quem te divido. "you can't really be grumpy in Lisbon for too long".
ela tem razão.
continuo a te estranhar mas não me assusto mais com isso.
não fui a concertos, que era o que me puxava a voltar. seis meses sem me perder numa sala ao som de uma banda qualquer pareceram infinitos. sexta-feira 13, gigs espalhados pela cidade. fui ao cinema pegar um blockbuster qualquer e ouvir uns putos a ser putos. o mais bonito é que isso não me irritou, ou pelo menos irritou menos que aos "shius" que pairavam no ar constantemente. são crianças a ser o que são e isso fez-me sorrir no escurinho do cinema. depois dormi. dormi descansada.
não sabia muito bem como começar aqui. que palavras te dizer. a minha mania de querer que seja sempre tudo à hora certa, tudo no tom certo. mas apercebo-me. não está tudo - está confuso - ainda me preocupo se está bom. se chama gente. mas tento não o fazer. não interessa. "estamos onde estamos como estamos". por agora, estou aqui.
e isso basta.
olá, mundo.
no dia em que cheguei estava nervosa.
conheci a Ieva num hostel em Vilnius, ela estava a trabalhar lá há uns meses, voltou à Lituânia para conhecer as suas raízes. vinte e um anos com mais vida dentro que os meus vinte e quatro. lituana e americana por alguns tempos. sempre me interessei por artistas quase mais do que pela sua arte. mas depois há pessoas que são arte e ela é uma delas. a maneira relaxada como encara a vida, o notebook de memórias, os sonhos escritos após o acordar, meias e sandálias, as trips em dias passados, o ukulele e a maleta de vime. "perguntaram-me no aeroporto se trazia um gato". é, há pessoas que são arte.
admirava-a e às suas curtas de longe, pelo facebook como seria de esperar. na semana passada recebi uma mensagem. "hi :) are you in lisbon?" ela vinha a Portugal, não tinha onde ficar e estava cansada da vida de hostéis. receber gente em casa sempre me deixa feliz, e há sempre lugar para mais um onde quer que estejamos. combinámos e o nervoso miudinho veio à tona. há pessoas que são arte.
sempre que penso que irei passar tempo com pessoas assim, não consigo evitar o desconforto que precede tais dias. penso que não sou suficiente, que não terei assunto interessante, que acabarei por acenar com a cabeça e não dar nada de mim. pareço tão pouca, mesmo que não o seja. afinal de contas no fim somos todos feitos da mesma carne, os nossos corações batem todos da mesma maneira. a nossa mente, essa pinta com diferentes cores; mas isso não nos pode deixar inseguros. temos de pensar no que podemos partilhar, no que podemos aprender. ela diz ser uma pessoa que gosta muito mais de ficar em casa em vez de sair. ficou na quarta até às três a ver um episódio de mr. robot.
tinha saudades tuas, Lisboa. mas quando te vi, te estranhei.
o amor continua cá mas estamos como duas estranhas que se conheceram a fundo um dia.
estás igual mas diferente e eu igualmente diferente estou.
uma tarde infinita no pátio da casa independente. mais arte personificada encontrou caminho para a minha vida neste crepúsculo. a Emelia tem uns olhos castanhos tudo menos banais e um gorro que me fez lembrar o wally. é designer, tem um namorado baterista. "o Charlie ia adorar este bar". ambos são adoráveis. é amiga de uma amiga minha e está de visita. as quatro, tinto, uma mesa e histórias e mais histórias.
Lisboa, voltar a ti foi estranho; pareces parada no tempo enquanto eu volto com a sensação que passaram mil anos. mas tardes assim são o que me faz perceber que parte do meu amor por ti reside naqueles com quem te divido. "you can't really be grumpy in Lisbon for too long".
ela tem razão.
continuo a te estranhar mas não me assusto mais com isso.
não fui a concertos, que era o que me puxava a voltar. seis meses sem me perder numa sala ao som de uma banda qualquer pareceram infinitos. sexta-feira 13, gigs espalhados pela cidade. fui ao cinema pegar um blockbuster qualquer e ouvir uns putos a ser putos. o mais bonito é que isso não me irritou, ou pelo menos irritou menos que aos "shius" que pairavam no ar constantemente. são crianças a ser o que são e isso fez-me sorrir no escurinho do cinema. depois dormi. dormi descansada.
não sabia muito bem como começar aqui. que palavras te dizer. a minha mania de querer que seja sempre tudo à hora certa, tudo no tom certo. mas apercebo-me. não está tudo - está confuso - ainda me preocupo se está bom. se chama gente. mas tento não o fazer. não interessa. "estamos onde estamos como estamos". por agora, estou aqui.
e isso basta.
olá, mundo.
(caixinha digital de tesouros)
*este álbum da Nala Sinephro ⋆.˚🦋༘⋆✮⋆˙
*Shida Sahabi, Hania Rani e Nils Frahm
*as playlists da Anne Pfaff
⋒
🌀 2026(what)
• ir ao ioga na praia de manhã 5 vezes (3/5)
• não comprar nenhuma roupa nova (apenas em segunda mão) durante o mês de outubro
• aprender a tocar ferrinhos what
• ficar A2 em francês
• ter aulas de norueguês
• ter aulas de piano
• comprar o scanner de negativos epson v800 (o gabi ofereceu-me um igualmente bom)
• ir ao pilates 1x por semana durante 5 semanas (0/5, experimentar à tarde, de manhã não aguento) esqueçam, odeio pilates
• ver um filme por mês (7/12)
• voltar ao Brasil (ou talvez não…) nope
• reaprender a jogar à sueca feito ✓
• criar um fundo de emergência
• fazer curso de revisão na escrever escrever (nível I terminado a 27/07 ☺️)
🌛🌞2025(muito estranho escrever este ano, como assim já estamos em 2025)
• ir ao yoga na praia nas quartas de manhã 5 vezes (3/5)
• ter aulas de estónio e norueguês
• criar um fundo de emergência
• criar um fundo de emergência
• conseguir correr 5km
• fazer yoga duas vezes por semana durante 5 semanas (0/10)
~ light candles and journal to wind down for the night :-)
~ light candles and journal to wind down for the night :-)
(ou para começar o dia)
• ver 5 filmes (5/5)
*plantar ervas aromáticas na minha varanda (começar com a hortelã (manjericão ✅)
˶ᵔ ᵕ ᵔ˶
🧦
🧶2024mente e alma
ver um filme por mês (5/12)
uma semana sem ig (0/1)
corpo
dinheiro/organização
sem compras desnecessárias durante 2 meses (ago. set.)
spinning around
desenvolvimento
completar o curso A1 de coreano
aprender os básicos do piano
outras coisinhas
ver um espetáculo no west end
começar a fazer meatless mondays uma vez por mês (0/12)
comprar 12 livros em livrarias independentes (sem ser online, visitá-las mesmo)
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
🌞2023
mente e alma
ler 10 livros (1/10)
fazer uma lista de 25 coisas que gosto em mim;
passar 1 dia sem mexer no telemóvel;
começar a ler mais em português;
fazer uma facial;
corpo
fazer exercício 3 vezes por semana;
dar uma caminhada todos os dias;
fazer yoga 2 vezes por semana;
beber 2lts de água por dia durante 21 dias (0/21);
fazer um desafio de 21 dias de yoga;
dinheiro/organização
ver as roupas que já não uso e meter na Vinted;
spinning around
ir a Londres;
desenvolvimento
fazer o curso de verão de legendagem da UCL;
outras coisinhas
ir aos estúdios do Harry Potter;
ir à Croácia no verão;
experimentar padel;
fazer um cachecol de crochet (em andamento);
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
🌛2022
mente e alma
ler 22 livros este ano (11/22)
meditar uma vez por dia durante 30 dias (0/30);
fazer yoga uma vez por semana durante 3 meses (0/12);
fazer yoga uma vez por semana durante 3 meses (0/12);
fazer uma lista de 25 coisas que gosto em mim;
passar 1 dia sem mexer no telemóvel;
corpo
mais yoga;
ir à sauna;
arranjar uma bicicleta;
dinheiro/organização
destralhar o guarda-fatos;
arranjar um planner semanal A4;
for fun
for fun
ler 20 livros sugeridos por amigues;
ler todos os livros que tenho e ainda não li (i just keep buying more honestly save me) 🤭
completar um puzzle;
experimentar uma aula de cerâmica;
capacidades
participar num curso de russo;
participar na escola de verão da UCL;
random shenanigans
ir aos estúdios do Harry Potter no meu aniversário!
ir a uma noite de stand-up comedy;
aprender a mexer num sintetizador;
ir a uma noite de stand-up comedy;
aprender a mexer num sintetizador;
ir ao Cirque du Soleil;
ir a Edimburgo.
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