segunda-feira

07/07 01:04


do nada, são novamente 21h e pouco e estou no jardim do EKKMi no final de um verão qualquer a ver pessoas jogar pingue pongue e a sentir-me uma versão de mim que parece infinita, rodeada de verde e cinza, ou estou no pico da minha adolescência no meu quarto a meio da noite no tumblr e a vida é tão recheada e simples ao mesmo tempo. estou aqui, agora (? estou?) e continuo a saltar de vida em vida, de eu em eu, enquanto pareço estar quase quase a tocar em algo que se me quer revelar, quase a travar amizade com uma verdade que parece tão próxima de mim que me bastaria esticar a mão para lhe chegar. que será, o que é. o Gato mexe-se e ouço-o reclamar. não estou sozinha.


sexta-feira

sex. 3/07

bebo uma cidra enquanto almoço no chão o resto do hambúrguer de terça que serviu para celebrar a mudança completa e definitiva. estão não sei quantos graus, mas eu gosto deste calor, gosto de me encostar ao sofá, de sentir o fresco do laminado, do vento da ventoinha a tocar-me ao de leve o topo da cabeça enquanto faz mexer o ar da sala. tenho mil coisas para fazer, mas só consigo fazer scroll. apanho um poema de Frank O'Hara, uma coisa linda, escrito a amarelo sobre umas fotos magnºificas. começo a lê-lo e perco-me, passo para a publicação seguinte. mas ralho comigo mesma e volto atrás, com a promessa de que sou capaz de ultrapassar esta minha capacidade de atenção cada vez mais curta. volto atrás e começo a ler, tenho de reler algumas partes, mas lá continuo. fico presa num trecho pequenino


e lá vejo nova iorque a chamar-me outra vez. gosto de quando algo me chama e ainda não descobri o porquê.


(…) talvez as coisas possam voltar a ser como eram.