sexta-feira

sex. 3/07

bebo uma cidra enquanto almoço no chão o resto do hambúrguer de terça que serviu para celebrar a mudança completa e definitiva. estão não sei quantos graus, mas eu gosto deste calor, gosto de me encostar ao sofá, de sentir o fresco do laminado, do vento da ventoinha a tocar-me ao de leve o topo da cabeça enquanto faz mexer o ar da sala. tenho mil coisas para fazer, mas só consigo fazer scroll. apanho um poema de Frank O'Hara, uma coisa linda, escrito a amarelo sobre umas fotos magnºificas. começo a lê-lo e perco-me, passo para a publicação seguinte. mas ralho comigo mesma e volto atrás, com a promessa de que sou capaz de ultrapassar esta minha capacidade de atenção cada vez mais curta. volto atrás e começo a ler, tenho de reler algumas partes, mas lá continuo. fico presa num trecho pequenino


e lá vejo nova iorque a chamar-me outra vez. gosto de quando algo me chama e ainda não descobri o porquê.


(…) talvez as coisas possam voltar a ser como eram.