do nada, são novamente 21h e pouco e estou no jardim do EKKMi no final de um verão qualquer a ver pessoas jogar pingue pongue e a sentir-me uma versão de mim que parece infinita, rodeada de verde e cinza, ou estou no pico da minha adolescência no meu quarto a meio da noite no tumblr e a vida é tão recheada e simples ao mesmo tempo. estou aqui, agora (? estou?) e continuo a saltar de vida em vida, de eu em eu, enquanto pareço estar quase quase a tocar em algo que se me quer revelar, quase a travar amizade com uma verdade que parece tão próxima de mim que me bastaria esticar a mão para lhe chegar. que será, o que é. o Gato mexe-se e ouço-o reclamar. não estou sozinha.
domingo
segunda-feira
07/07 01:04
sexta-feira
sex. 3/07
bebo uma cidra enquanto almoço no chão o resto do hambúrguer de terça que serviu para celebrar a mudança completa e definitiva. estão não sei quantos graus, mas eu gosto deste calor, gosto de me encostar ao sofá, de sentir o fresco do laminado, do vento da ventoinha a tocar-me ao de leve o topo da cabeça enquanto faz mexer o ar da sala. tenho mil coisas para fazer, mas só consigo fazer scroll. apanho um poema de Frank O'Hara, uma coisa linda, escrito a amarelo sobre umas fotos magnºificas. começo a lê-lo e perco-me, passo para a publicação seguinte. mas ralho comigo mesma e volto atrás, com a promessa de que sou capaz de ultrapassar esta minha capacidade de atenção cada vez mais curta. volto atrás e começo a ler, tenho de reler algumas partes, mas lá continuo. fico presa num trecho pequenino
e lá vejo nova iorque a chamar-me outra vez. gosto de quando algo me chama e ainda não descobri o porquê.
(…) talvez as coisas possam voltar a ser como eram.
segunda-feira
numa tentativa de controlar o medo angustiante do futuro
quinta-feira
um olá (porque parece estranho não escrever nada)
a meio da mudança (literal e metafórica), e da vida no geral, entre o acelera e o regresso à calmaria (espero), só me vejo capaz de publicar músicas (me perdoem), então aqui fica mais uma que (felizmente) não me sai da cabeça
sábado
quinta-feira
qui. 28/05
não sei o que dizer, não quero fotografar (talvez queira?). o pôr do sol às 20h06 numa aldeia pequenininha perto de Mafra. a porta das traseiras aberta, as rosas pendidas sobre a soleira, os arbustos de flores, os vales e os montes, a casinha pintada de branco que fica a meio do caminho, a luz do sol a banhar isto tudo com um dourado gentil e suave. o barulhinho das osgas, que acho genuinamente fofinho. se a paz pudesse ser encontrada seria aqui.


