sexta-feira

sex. 3/07

bebo uma cidra enquanto almoço no chão o resto do hambúrguer de terça que serviu para celebrar a mudança completa e definitiva. estão não sei quantos graus, mas eu gosto deste calor, gosto de me encostar ao sofá, de sentir o fresco do laminado, do vento da ventoinha a tocar-me ao de leve o topo da cabeça enquanto faz mexer o ar da sala. tenho mil coisas para fazer, mas só consigo fazer scroll. apanho um poema de Frank O'Hara, uma coisa linda, escrito a amarelo sobre umas fotos magnºificas. começo a lê-lo e perco-me, passo para a publicação seguinte. mas ralho comigo mesma e volto atrás, com a promessa de que sou capaz de ultrapassar esta minha capacidade de atenção cada vez mais curta. volto atrás e começo a ler, tenho de reler algumas partes, mas lá continuo. fico presa num trecho pequenino


e lá vejo nova iorque a chamar-me outra vez. gosto de quando algo me chama e ainda não descobri o porquê.


(…) talvez as coisas possam voltar a ser como eram.

segunda-feira

(o medo angustiante do futuro)

numa tentativa de controlar o medo angustiante do futuro



acabei de subscrever a Filmin, de me inscrever no curso de revisão de textos, de ouvir três emissões da Club Carter Radio, de passar o dia a descansar···

quinta-feira

um olá (porque parece estranho não escrever nada)

a meio da mudança (literal e metafórica), e da vida no geral, entre o acelera e o regresso à calmaria (espero), só me vejo capaz de publicar músicas (me perdoem), então aqui fica mais uma que (felizmente) não me sai da cabeça

quinta-feira

qui. 28/05

não sei o que dizer, não quero fotografar (talvez queira?). o pôr do sol às 20h06 numa aldeia pequenininha perto de Mafra. a porta das traseiras aberta, as rosas pendidas sobre a soleira, os arbustos de flores, os vales e os montes, a casinha pintada de branco que fica a meio do caminho, a luz do sol a banhar isto tudo com um dourado gentil e suave. o barulhinho das osgas, que acho genuinamente fofinho. se a paz pudesse ser encontrada seria aqui.

quinta-feira

ontem, ao voltar para casa, fico com a sensação de que talvez o meu amor-ódio por Lisboa tenha passado a simplesmente amor e que talvez seja hora de confrontar narrativas que adotei para mim mesma e que já não sejam assim tão verdadeiras quanto pensei. que talvez a minha casinha me tenha recebido bem, que talvez as ruas que piso não se oponham tanto a mim quanto achei. vou ter saudades.